terça-feira, abril 24, 2018

Momento...

Um momento pode mudar tudo.
Quantas vezes somos apenas isso... um momento.
Colecionamos memórias, que no fundo não passam de momentos.
Mudamos o rumo da nossa vida por causa de um momento.
Momento é o meu nome do meio.


Divagações...aspirações (de quase todos nós...ou pelo menos de muitos de nós)

Lê a poesia da minha essência
Ouve a melodia da minha alma
Sente a textura do meu carácter
Cheira os meus pensamentos
Fala-me para além do óbvio... o óbvio é para os comuns


Esperança

Exmo. Ser Humano 

Eu sei... não me conheces, ou mal me conheces... ou pensas que me conheces... eu sei.

É em ti que eu deposito a esperança, não de uma forma ingénua... isso já não é possível.
Eu confio desconfiando, é o resultado das minhas vitórias e fracassos... mas acima de tudo eu não perdi a esperança.

É claro que existe aquele ou aquela que vê para além do óbvio, que é genuíno e não é supérfluo, e que acima de tudo, tal como eu, ainda mantém a esperança no Ser Humano.

A minha lei é só uma, reciprocidade.
Tratas-me mal tens o meu desprezo e a minha "demissão".
Tratas-me bem tens o meu sorriso e a minha dedicação.



Gratidão

Querido Ser Humano 

Obrigada por me fazeres sorrir nas alturas que eu mais preciso.
Que orgulho eu tenho por fazeres parte da minha vida.
Pergunto-me se terá sido sorte ou destino cruzares no meu caminho, tornando a minha vida bonita.

Por tua causa sei e vivenciei
... o que é amar e ser amada.
... o sentimento gratificante de dar... o meu tempo... o meu sorriso... o meu humor
... o reconhecimento de coisas em mim que às vezes eu não valorizo

Desculpa, porque às vezes sou distraída e com toda a certeza que não dou, ou não dei a atenção que merecias.
Às vezes não pedes nada e no entanto dás tudo...
Fica a minha promessa de tentar estar à tua altura, e fazer-te também sorrir.



Tristeza

Caro Ser Humano 

Tenho pena de ti. És pouco e podias ser tanto. 
Apregoas moralidade e fazes juízos de valor, no entanto és o primeiro a ser imoral.
Magoas por irresponsabilidade, burrice e leviandade e tens o descaramento de apregoares valores e ideologias que na realidade não praticas.
Mentes, desvalorizas, e desrespeitas... por tua causa eu perdi grande parte da minha doçura.
Substimas a minha inteligência e "violas" a minha paz.
Acreditas que és superior... e és tão pouco.
Tentas pregar a palavra de Deus querendo mostrar uma faceta de santo e cometes todos os pecados mortais.

Tenho vergonha de ti...

Tenho sobretudo vergonha de mim por continuar a acreditar em ti... humano.




Cartas para o Ser Humano

É usual escreverem cartas nas redes sociais a pessoas que já faleceram, animais de estimação etc... não crítico, percebo que pode ser uma forma de catarse, a escrita para mim é isso. 
Depois de pensar sobre isto e muitas outras coisas,, decidi escrever 3 pequenas cartas ao Ser Humano. (já as escrevi...publicarei no meu tempo)
O que me faz sorrir, o que me entristece e o que ainda não conheço.

Ao primeiro eu chamo Tristeza.
Ao segundo eu chamo Gratidão.
Ao terceiro eu chamo Esperança.



quarta-feira, abril 18, 2018

A descontrução dos afectos

Aprendi que a desconstrução dos afectos pode ser uma coisa positiva porque conseguimos percepcionar as coisas de uma forma completamente diferente. Não por destruição de valores mas por decomposição da percepção do outro.
E nos afectos refiro-me tanto a amizades como amores.
Estamos "presos" a uma quantidade de rótulos e convenções, frutos da nossa educação, e isso de alguma forma limita-nos a olhar mais longe, só porque "é assim que se faz" ou "o comportamento correcto é este".
A partir do momento em que nos damos ao trabalho de colocar na nossa "balança dos afectos" o que pesa mais, o bem ou o mal que percepcionamos, e o "bem" ganha, vale a pena o exercício de desconstrução dos afectos.
Esse exercício para ser justo, deve ser de nós para o outro e connosco, isto é, de nós para nós.
Não é uma decisão fácil porque a desconstrução é um exercício emocionalmente violento até chegarmos ao resultado final... mas quando se consegue chegar, a paz é inevitável.
É claro que com a desconstrução, vem também a inevitável alteração de comportamentos, ou seja a expectativa é substituída pela surpresa da descoberta, e as regras convencionadas pela sociedade muitas vezes deixam de fazer sentido, o olhar e o sentir é diferente... é quase uma anarquia de comportamentos que não deve ser censurada, pois se os rótulos, as convenções, o fazer "o que é suposto", foi descontruído para se conseguir ver o que "olhos comuns" não vêm nem querem ver, a lógica é a descaracterização da regra.
São poucas as pessoas que valem o esforço, porque é um esforço violento o sucesso deste exercício, mas quando valem a pena, as sensações novas que nos trazem são um "abre olhos"... no entanto o melhor neste processo é a nossa desconstrução... passamos a olhar de uma forma diferente para nós, apercebemo-nos de características (qualidades e defeitos) que nos eram imperceptíveis e indiferentes.
Não é um processo de adquirir tolerância, mas sim de descobrir novas percepções e sobretudo de uma aprendizagem de inconformismo e uma abertura de mentalidade.






sábado, abril 14, 2018

Reflexão de uma irrefleção refletida

Exercito muito a reflexão...talvez porque pense muito. 
Tudo me faz pensar.
... os gatos que são alimentados e mimados na minha rua
... as palavras que ouço
... as palavras que leio
... os cartazes colados nas paredes
... a música que não me sai da cabeça
... os valores
... a falta de valores
... a valorização da pessoa que me faz sorrir
... a tristeza da descaracterização
... o respeito pela diversidade
... a prepotência intelectual
... a inteligência
... a burrice
... os cheiros
... os sabores
... a exaltação dos sentidos só porque um poema me "tocou"
Tudo...tudo me faz pensar, e é automático o exercício na minha cabeça da "reflexão". É cansativo, mas é intríseco em mim.
Ser irrefletido não é necessariamente pejorativo, se o resultado da irreflexão significar paz... no entanto é pejorativo porque significa também apatia ou antipatia com o que me rodeia...
E eu que defendo fazer reflexões, afinal também faço irrefleções quando pratico as minhas incorências... quando defendo a ideia que não faço juízos de valor e afinal faço, pois a partir do momento em que penso e escrevo uma crítica sobre um determinado assunto estou obviamente a fazer um juízo de valor.
Chego então à conclusão que pratico reflexões e irrefleções refletidas.


domingo, abril 08, 2018

Sono…tenho sono…

Sono…tenho sono…
Levanto-me ensonada com o som do despertador e percorro a casa dando inicio ao ritual matinal. Desta vez decido vivenciar cada momento com atenção.
Sono…tenho sono…
Os cereais estaladiços…o café amargo …
Sono…tenho sono…
O duche…água e a espuma invadem todos os milímetros do meu corpo, sem qualquer tipo de pudor… o creme…o cheiro suave entranha e já faz parte de mim…
Sono…tenho sono…
Visto-me confortavelmente e saio de casa.
Sono…tenho sono…
A luz intensa agride-me …coloco rapidamente os óculos de sol e observo as pessoas apressadas e cinzentas…
Sono…tenho sono…
Decido fazer um exercício de memória e recordo a minha adolescência … sorrio descaradamente e as pessoas olham para mim.
Sono…tenho sono...


sábado, abril 07, 2018

Pensamentos que me ocorrem...

Generalizando

Existe a ideia que o homem pensa, gosta e precisa mais de sexo em comparação com a mulher.
Eu acredito que sentimos de uma forma diferente.
O homem encara o sexo da mesma maneira que encara a fome, tem fome, vai a um restaurante e come até ficar satisfeito, quando volta a ter fome vai a outro restaurante, porque afinal de contas o que interessa mesmo é saciar a fome.
A mulher encara o sexo da mesma forma... tem fome e vai também a um restaurante... só que se o restaurante tiver qualidade, ela prefere continuar a frequentar o mesmo restaurante, simplesmente porque sabe que vai ser bem servida e se for boa cliente a tendência é de ser agradada e surpreendida para se manter cliente.
Claro que existe também a hipótese de cozinhar em casa e comer sozinho... embora sacie a fome não é a mesma coisa.
Estas analogias sou eu a falar de sexo, de amizades coloridas. Não estou a falar de namoros nem casamentos.

Depois existiu também um fenómeno com o livro e filme "As 50 Sombras de Grey"... as mulheres arrastaram literalmente os homens para verem o filme... os homens estão convencidos que a euforia das mulheres deve-se ao Poder e Dinheiro do protagonista... estão errados.
Eu confesso que tentei ler o livro mas achei tão entediante que li só um terço... vi o filme, e percebi a excitação das mulheres.
Não é o dinheiro nem o poder... é a ousadia, é o sair da zona de conforto... é o tentar que homem (namorado, marido) perceba que o sexo pode ser ousado sem tabús... só que como elas têm vergonha de o dizer, porque teimam em passar a imagem de puritanas, tentam passar a mensagem de uma forma subtil, e fazem mal, porque eu acho que eles não entendem.

A mim o filme não me ensinou nada. Eu também nunca dei recados de forma subtil, sempre fui direta e esclarecedora. Nunca fingi orgasmos.

Coisas que eu não compreendo, o desejo por uma pessoa ser baseado única e exclusivamente no corpo, o meu desejo começa no cérebro... e é uma chatice pois a inteligência é uma coisa que rareia cada vez mais.

A moda de enviar fotos por msg do sexo masculino do remetente... sinceramente a mim não me excita, a vontade que eu tenho é de de responder "põe" uma chávena de café ao lado para eu perceber o tamanho... é que se me está a mostrar, ao menos que a informação seja completa, pois uma fotografia num determinado ângulo pode passar a imagem de uma coisa completamente diferente da realidade, e se o objectivo é exibir então sejamos francos.

Um filme pornográfico...sim... uma conversa obscena com quem já se tem intimidade... sim... mas uma fotografia... não, não me excita.
Percebo que nos homens tenha um efeito diferente, e que seja excitante ver fotos intimas de uma mulher... e provavelmente para muitas mulheres também será excitante... para mim não.
A minha excitação começa no cérebro.

Nada disto são criticas, apenas constatações... divagações.


sexta-feira, abril 06, 2018

O evangilizador e o demissor

Existe o evangilizador (filósofo, político, espiritual etc) que pratica a mensagem que tenta espalhar. 

Depois existe aquele que fala muito mas não faz nada...passa a imagem de interveniente e preocupado, na maioria das vezes pratica o contrário do que defende.

Existe também o demissor, que por egoísmo ou falta de fé na humanidade limita-se a existir, não evangiliza nem pratica, simplesmente existe concentrado apenas no seu umbigo.


E como a vida não é a preto e branco, existem outras pessoas como eu. Tentei encontrar um adjectivo que não fosse lisonjeador nem pejorativo mas não consegui.

Embora admire o evangilizador que pratica a palavra que espalha, não consigo, não quero, nem tenho jeito para ensinar ninguém. Tenho talvez um pouco de demissora, isto é, generalizando obviamente, acredito pouco na humanidade ou por outra, em poucos humanos.

Apesar de não evangilizar tento praticar o bem, em pequenas coisas que não mudam o mundo mas melhoram às vezes um pouco, quanto mais não seja pelo simples facto de conseguir provocar um sorriso ou uma sensação agradável em alguém.

Com este pensamento questiono-me até que ponto estou certa neste limbo entre o evangilizador e o demissor...





Palavras...

Palavras
Palavras leva-as o vento 
e eu grito ...
sussuro ...
ouço...
e se as palavras falassem, não era eu que gritava nem sussurrava...
apenas as apanhava, pois palavras leva-as o vento e mais do que palavras eu quero a palavra.



Frases estúpidas

Das frases mais estúpidas que li, apesar de ecologicamente fazer sentido.... e ressalvando o facto de realmente existirem pessoas que conseguem ter a capacidade de de com os anos evoluírem e conseguirem esse efeito do adubo
A grande questão aqui (para mim) são as pessoas que não têm essa capacidade e passam a vida a fazer merda e a única coisa coisa que conseguem não é adubo mas uma fossa entupida.
Eu cá por mim (e também já fiz muita merda, mas a minha fossa não está entupida, pois modéstia à parte tenho esta capacidade de auto-análise e auto-crítica conseguindo com isso evoluir e nunca deixar a fossa entupida, quando muito um "cheiro a merda" enquanto insisto em não fazer essa tal auto-análise e autocrítica, por estupidez, teimosia ou ingenuidade).
O que eu acho mesmo que aduba a vida é que fazer o bem, praticar e partilhar as amizades com quem se é próximo, falo de cátedra pois sempre o fiz, (na vida e no dia a dia, não nas aparências do facebook), entenda-se que quando digo praticar a amizade é todos os dias, não quando se está sozinho, o respeito o amor e a preocupação pelo próximo, sobretudo e acima de tudo se for próximo, a capacidade de ser agradecido, a partilha, o diálogo (consertador) a capacidade de auto-análise e vontade de melhorar, o nunca tratar quem importa como descartável, o lutar pelo aquilo que se defende ser importante, o ser igual no facebook tal qual como se é na vida, (eu pelo menos sou assim) isso sim aduba a vida.
Mas isto sou eu que realmente devo ser uma estranha numa terra estranha ... mas sou aquilo que vêm aqui... não sou um flop, com todos os meus defeitos (que não são poucos) e qualidades, sou aquilo que vêm aqui.... com uma enorme contenção para não expor a minha vida (problemas pessoais no facebook) porque sei que é errado.


quinta-feira, abril 05, 2018

a necessidade de te sentir em mim...

Deambulo pela casa e sinto a falta dele.
A preguiça está instalada em todos os meus poros... e eu sinto a falta dele... sei que enquanto não o tiver novamente dentro de mim, esta horrível sensação entorpece-me e não deixa que eu pense em mais nada a não ser... nele.
Decido então tomar uma atitude. A água cai no meu corpo...o gel de banho... e por fim o creme... tudo por ele.
Pefume... um vestido... o casaco e óculos de sol
Decidida saio de casa... por ele... só por ele,
Procuro... e encontro-o... com um sorriso no rosto trago-o para casa.
Aquele momento em que o sinto novamente é revigorante.
Esta relação que tenho com o café pode ser altamente desconcertante mas não deixa de ser revigorante.


quarta-feira, abril 04, 2018

A história das nossas vidas...

A história das nossas vidas pode ser vista como uma biblioteca, umas (vidas) com muitos livros e muitos géneros, outras com menos.
O direito a ler os nossos livros é restrito, no entanto às vezes a biblioteca é assaltada e o pior de tudo é que o assaltante tem grandes dificuldades no acto da leitura, como consequência interpreta mal e conta a história de uma forma deturpada.
A minha biblioteca é extensa, na quantidade e no género. Romances com mais de 1000 páginas outros com apenas 200... ensaios, poesia, crónicas, literatura esotérica, Light, tragédia, cómica, sátiras e outros mais.
Em todos eles existe um elemento comum e óbvio que é o protagonista, eu... depois existem outros personagens, (amigos, amores, conhecidos, inimigos etc.) uns fazem parte de quase todos os livros, outros apenas fazem parte de um capítulo, uma crónica ou um ensaio.
Todos são importantes, bons, maus ou assim assim, todos são importantes pois fazem parte da minha biblioteca, da minha história, que não é nada mais que uma aprendizagem constante.
Os meus livros são também escritos por outros protagonistas donos das suas próprias bibliotecas, provavelmente com um ponto de vista diferente, não porque são piores ou melhores que eu, apenas porque as interpretações são outras, fruto de personalidades/valores/verdades diferentes.
Um ensaio para uma pessoa pode ter sido uma sátira para mim. No entanto todos têm em comum uma coisa, a possibilidade aprender, crescer ou às vezes regredir. Lições, lições, lições.
É claro que algumas lições eu gostaria de ter aprendido de outra forma, sem sofrimento.
É claro que algumas coisas eu gostava de não necessitar de aprendizagem, que o conhecimento fosse intrínseco e óbvio... mas viver é isto e eu aceito.
O meu sonho é que no meu último livro ou no meu último capítulo a minha personagem faça lembrar de alguma forma o "Principezinho".


Eu escolho VIVER

Perdemos... perdemo-nos 
Desencontramo-nos... reencontramo-nos 
Esquecemo-nos... lembramo-nos 
Silenciamo-nos
Descartamos 
Morremos devagar...muito devagar
Os amores vão... os amores vêm
As amizades vão... novas amizades vêm
E eu...eu continuo
Eu escolho viver mesmo que doa perder
Eu escolho gritar
Eu escolho ver e não simplesmente olhar.
Eu escolho VIVER.



terça-feira, abril 03, 2018

ESCLARECIMENTO

Há uma coisa muito importante que quem me lê deve saber, eu estou-me absolutamente nas tintas para os juízos de valor que fazem a meu respeito, quando são pessoas que não me conhecem e leem o que eu escrevo.
Escrevo o que sou, o que vejo e o que sinto.
Gosto de mim, não tenho vergonha de mim. Não tenho falsos pruridos.
Cometo asneiras na vida como qualquer pessoa, mas por ingenuidade ou "burrice" nunca por maldade.
Gosto de mim, gosto da minha essência, gosto de não ter vergonha de mostrar quem sou, mesmo que isso posso levantar juízos de valor ou preconceitos sobre mim.
Há coisas que nunca vão mudar em mim, e uma delas é falar a verdade, mesmo que faça corar as pessoas.
Gosto de mim.

domingo, abril 01, 2018

Ressurreição

Ressuscitei!

Vivo de novo, mas agora de uma forma consciente, lucida.

É melhor? Não sei... é diferente.
Lucidez pode ser sinónimo de coisas boas ou más. Uma coisa é certa são claras.
Lucidez na forma como que encaro os outros.

Chega de ingenuidade em acreditar sem provas.

A minha loucura... essa ninguém me tira... não faz mal a ninguém e alimenta a minha alma.... mas como não consigo explicar a minha loucura, inaptidão minha com certeza, vivo-a sozinha... alimento-a sozinha... "(...) Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! (...)

Ressuscitei... diferente... descrente mas consciente.

É melhor? Não sei... sei que estou viva outra vez... sei que "(...) vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... (...)"

Ressuscitei.